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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

dancin'days

foto: josette babo

Bater um fio, fundir a cuca, ele não transa esse tipo de coisa. Quem lembra, ri. Quem não sabe, não entende nada dessas gírias estranhíssimas. Bater um fio ganha, né? Adoro.

Ganhei o DVD de Dancin'days, novelinha bacana de Gilberto Braga, de 1978. Entendido o porquê dessas expressões antigas? Mas não para por aí.

E os cabelos? E as roupas? E a decoração? De dar medo. Todo mundo fuma em todos lugares. Em entrevistas de emprego, cuidando de bebê, uma beleza! Beber, então, de manhã, de tarde e de noite. Andar de noite sozinha do Rio, tranquilo. As dancinhas também são algo. Outros tempos mesmo. E, também por todas essas diferenças e coisas datadas, é um programão, uma delícia de novela. Muito bem produzida, escrita e dirigida, e com personagens maravilhosos. Cult total.

Recomendo muito. Mas tem gostar muito também, pois não é um programa fácil. Requer uma certa paciência para tantos discos e edição. São 12 discos, de 3 horas cada. A edição está ótima, mas sempre perde muito da emoção, do desenrolar das relações, de certos suspenses, o tempo das conquistas; e com cortes bruscos, claro. Um dia conhece, no outro casa, e a gente não pode acompanhar esse meio-tempo. Mas não podia ser diferente. Editar 175 capítulos não deve ser tarefa fácil.

Mas é uma delícia. Uma divertida viagem no tempo.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

viver a vida

foto: reprodução

Sou noveleira e talvez por gostar, sou exigente. Tem que me agradar mesmo ou nem passo perto, já que também adoro seriados, cinema, ler, internet, escrever, namorar, enfim, milhares de outras coisas bacanas e não posso desperdiçar o raríssimo tempo dos dias atuais com qualquer coisa que não me agrade de verdade.
Mas a verdade é que, às vezes, mais do que gostar da novela, é gostar do autor da novela. E isso dá um passe para eu assistir todos os dias e adorar. Tal e qual como fã de Woody Allen e entender sua linguagem e não perder nenhum filme, tal e qual fã de Rubem Fonseca e ler tudo que ele escreve e por aí vai.
Viver a Vida já está acabando e até agora não sei dizer se é boa, mas eu gosto, assisto, vibro, me emociono. Sempre adorei as novelas de Manoel Carlos e esse jeito "dia a dia" que ele tem de escrever. Seus personagens parecem um vizinho, um conhecido, de tão próximos da nossa realidade que são.
Gilberto Braga é outro que amo e espero suas novelas bem animada, pois sei que vem coisa boa pela frente. Estilos diferentes, talentos iguais.
A novela das oito teve muitas referências de seriados. As quatros amigas (Helena, Alice, Ellen e Ariane) são muito diferentes de personalidade e igualmente amigas no companheirismo como em Sex and the city (Alice é a própria aprendiz da Samantha). As referências de ER e Grey's Anatomy também. As histórias envolvendo médicos e hospital e seus sentimentos correram toda a novela. Muito drama, mas todos num nível suave, como Manoel Carlos faz sempre muito bem.
As histórias são sempre quase mexicanas, mas como ele é um escritor talentoso, nada fica muito piegas, nem um dramalhão.
E apesar de Lilia Cabral ter sido a promessa de fazer uma Teresa memorável, foi maravilhosa como sempre, mas quem vai ficar mesmo na lembrança será Natália do Vale, com a sua rainha louca, Ingrid. A cada capítulo a interpretação está melhor. Um trabalho bacanérrimo! Mateus Solano e Alinne Moraes deram muitos momentos de prazer para quem assistia. E Búzios? Ah, que delícia que foi ter essa cidade gostosa por tanto tempo na telinha.
Agora as chamadas de Passione já começam a chegar, com imagens lindas da Toscana e um elenco de arrasar.
É novela que vai, é novela que vem...

sábado, 27 de março de 2010

bbb 10 e o preconceito às avessas ou o pré-preconceito

foto: reprodução

O BBB 10 é o mais interessante de todos os BBBs. O BBB 1 foi interessante porque era novidade e tudo era uma surpresa. Não precisou de nada para agradar às pessoas. Os outros não tiveram muita graça e parecia que os participantes iam preparados com seus roteirinhos e personagens montados para agradar o público e passar a perna nos adversários. Desinteressante.

A primeira vez que vi um BB foi em Portugal. Meu tio Agostinho era viciado, achava o programa incrível, se divertia horrores, torcia fervorosamente e não perdia um. Eu via e não entendia como alguém podia gostar daquela bobagem. Quando o programa chegou ao Brasil comecei a ver e a entender porque os realitys fazem tanto sucesso no mundo todo e também como são esculachados de uma maneira tão agressiva (menos galera, menos, ou ficam parecendo os participantes do BBB que vocês criticam tanto!). Como pode um simples programa ser tão polêmico. A começar por seu apresentador.

Pedro Bial, depois de 10 anos como mestre de cerimônias, ainda tem que responder porque faz esse trabalho para aquelas pessoas (geralmente intelectuais, afinal é feio e pobre ver BBB) que não aceitam ver um jornalista sério, que cobriu guerras e foi um correspondente tão conceituado, apresentando um programa tão popular, com "pessoas tão desinteressantes e sem nada para acrescentar". Quanto preconceito que rola. E é assim que se vê o preconceito nestas "pessoas tão interessantes e com tanto para acrescentar", porque quando é preconceito racial ou sexual as pessoas sabem que não devem ter, que não podem ter porque pega mal. Então jogam os seus preconceitos no que podem, como um programa popular, por exemplo, ou uma novela, ou qualquer outra coisa pop demais.

Provalmente o Bial ganha um salário maravilhoso para fazer isso, mas apresentar um reality show só prova que é um cara aberto, sem preconceito. Coisa difícil neste país.

E acho esse BBB10 interessante exatamente por causa desta discussão diferenciada sobre o preconceito que ele acabou causando.

Quando era para ser uma edição gay, aparece na jogada um ex-BBB, o Dourado - por acaso ou por sorte (Dourado não teve nenhuma sorte durante o programa porque gastou toda a sua quando entrou!), porque podia ser a Fani, ou a Nat, ou Josi -, o cara mais ogro da história do BBB, e desfaz tudo. Por quê? Por preconceito. Mas não o dele com os gays, mas de todos com ele. O preconceito de todos os participantes com ele por ser um ex-BBB foi tão grande, mas tão grande, que o grosseirão ficou sofrendo isolado, causando pena geral de quem assistia. E pena faz milagres.

As pessoas rejeitam as pessoas com a maior facilidade, mas não gostam de ver as outras pessoas rejeitarem ninguém. E foi o que aconteceu. E preconceito por preconceito levou vantagem o que sofreu primeiro, apesar de fazer os outros sofrerem depois também. E de preconceito em preconceito, de algoz a vítima, Dourado é o favorito de levar um milhão e meio para casa.

E como a fama do Dourado é de ser machista, grosso, homofóbico, porco, pit bull, ninguém pode falar que torce por ele, só que todo mundo torce, ou ele não estaria ganhando todos os paredões que vai. Não é estranho? Não é estranho. É só um outro lado do mesmo preconceito de sempre.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

fora de casa

foto: reprodução

Tantos programas tentam ser modernos e inovar e um programa simples sobre mulheres e suas mudanças de vida tem arrasado quanto a ser moderno, inovador, bem dirigido, bem editado. Bonito, bacana e gostoso de se ver. E às vezes muito emocionante também.
"13 brasileiras que vivem fora do Brasil falam sobre as suas vidas em países estrangeiros". É do que trata o programa, mas é muito mais que isso. A começar pela escolha das mulheres. Elas são bacanérrimas, descoladas, falam bem. E a atração passa a ser sobre amor, adaptação, acaso, dicas de viagem (do ponto de vista de quem mora e sabe bem o nosso gosto brasileiro) e muitas coisas legais mais.
Estou adorando e a cada semana gosto mais!
Hoje tem.

GNT
Quarta às 21 horas
Horário alternativo: sábado às 06:30; domingo às 13:30

terça-feira, 7 de julho de 2009

tem programa para hoje à noite?

foto: reprodução
Hoje à noite, às 9 horas, no GNT, vai passar o documentário Alguém me contou sobre... Carla Bruni. Vi e gostei. É bastante interessante, íntimo, e bem no ritmo tranquilo dela, aquela coisa mansa (só Deus sabe quando esquenta, afinal rola sangue italiano nas veias da moça!). Um dos momentos mais legais é quando o Sarkozy fica de longe, totalmente coadjuvante da mulher. É legal também ver o presidente da França tão apaixonadinho pela modelo-cantora-linda!
Na sequência, Fernanda Young entrevista Lobão. Também já vi. Hilário. Imperdível. Nada como ver o velho lobo em cena!
Enquanto isso, estarei vendo Fringe, na Warner, que, junto com The Mentalist, anda encabeçando a parada de sucessos da casa dos Babo Glenadel Leal.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

grisson & langston

E por falar em personagens bons, quando o Grisson, de CSI, cansou da vidinha pesada que levava porque William Petersen quis fazer outros trabalhos além de TV, eu achei que o programa acabaria de vez. Como manter o nivel sem o seu cabeça, o seu chefe, o cara que representava o início de tudo, de todos os filhotes, como CSI Miami e CSI NY? Grisson, e seu fascínio por insetos e sua personalidade cool, era a cara do programa e dava o tom das temporadas, mesmo não aparecendo em todos os episódios.

Mas, na segunda-feira, já sem Grisson, o dr. Raymond Langston foi o dono do jogo. Laurence Fishburne não deixou por menos e abraçou a causa. Os roteiristas mandaram muito bem, dando muitos e muitos conflitos para o seu personagem, não dando tempo para o fãs sentirem saudades de Crisson de tão ligados em um cara genial, dedicado, superqualificado, mas perdido em um trabalho que ele (ainda!) não conhece muito bem. Todo mundo já teve um dia assim na vida! Quem não chegou no primeiro dia de trabalho e se enrolou com as novidades ou foi com a roupa destoando dos outros? Esse personagem humano derrubou quem não acreditava que o CSI não teria mais graça, como eu. Mas teve. E muita. Foi um episódio e tanto. Deixando a impressão de ter ainda muito fôlego para muitas temporadas, haja o que houver.fotos: reprodução

quinta-feira, 16 de abril de 2009

lafayette

A primeira temporada de True Blood acabou e já estou com saudades do melhor personagem dos últimos tempos, Lafayette Reynolds!
O cozinheiro perua do Merlotte's, e traficante de sangue de vampiro, é divertidíssimo, sarcástico, esperto, com o seu jeito Lacraia (pocotó, pocotó!) de ser, desfilando o seu fio dental por aí. Mais escrachado impossível.
Lafayette ~~~ reprodução

O ator, Nelsan Ellis, dá um show. Na primeira vez que o vi em cena não tirei os olhos. Virei fã na hora. Como nunca tinha visto ou ouvido falar, ou não ligado o nome à pessoa, corri para o IMDB (http://www.imdb.com/) para saber e lá descubro que fez participações em Lost, Veronica Mars, Without a Trace, entre outras coisas. Aos meus olhos passou batido, embora tenha visto todas essas séries, mas em True Blood ele brilha. Quanta vivacidade! E ainda levou o Globo de Ouro. Merecidíssimo!

Nelsan Ellis ~~~ reprodução

Vida longa a Nelsan Ellis e a personagens tão bacanas como Lafayette Reynolds!

segunda-feira, 16 de março de 2009

sonífera ilha

reprodução


Acabo de ver o terceiro episódio da nova temporada de Lost. Muito clima para nenhum suspense. Quanta gente nova, quanta confusão, quanto vai-e-vem. Penso em não ver mais Lost quando bate aquele soninho típico de quando as coisas não estão interessantes. Mas como não ver Lost a essa altura da série? É 'literalmente' nadar, nadar, nadar e morrer na ilha...

quarta-feira, 11 de março de 2009

e o suspense voltou

Finalmente chegou a segunda temporada de Damages. A série é eletrizante. Um quebra-cabeça inteligente e instigante, com um elenco de arrepiar e uma Nova York intimista como cenário. O primeiro episódio foi ótimo e já mostrou a que veio.

~~~~ E como adoro aberturas, a de Damages é tão boa quanto a série!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

annie leibovitz.doc

foto: Annie Leibovitz

Hoje, no canal Cinemax, às 22:15, passa o documentário Annie Leibovitz: life through a lens, sobre a vida da fotógrafa americana. Imperdível!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

true blood

foto: reprodução
No lugar de Alice, programa que eu amava, nos domingos na HBO, entrou True Blood, a série badalada sobre vampiros, com Anna Paquim, que, aliás, está perfeita em sua Sookie.
True Blood é um drink feito com sangue humano servido nos bares para vampiros assumidos. Claro que a convivência entre vampiros e humanos em uma cidade mínima não pode ser das melhores, ao mesmo tempo que rola preconceito e medo, rola atração. E todo o mistério vindo dos vampiros mais a curiosidade mortal dos humanos (incluindo a de quem assiste para saber onde essa "inclusão" vai dar!), no dia a dia de uma cidade, faz de True Blood uma série sobre vampiros diferente. De resto é tudo igual: sexo, sedução, traição...
Para quem não resiste a um charme de um vampiro, vale a dica.
E a abertura é uma das melhores!


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

the shot

foto: reprodução

Ontem começou um reality show, no GNT - The shot -, com fotógrafos de moda. Não é bom, mas para quem gosta de fotografar é divertido. São 8 episódios, de segunda a sexta, às 19 horas.

domingo, 2 de março de 2008

uma coisinha a mais sobre Lost

Acabei de postar aqui e fui ler o jornal. Uma matéria na Revista da TV sobre Lost me contou umas coisinhas que eu não acreditei! Como assim Sayid vai ser um assassino profissional a serviço de Ben, o chato? Já vi que essa temporada promete!

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

quem matou Taís?


Foto: Bob Wolfenson


Confesso. Sou noveleira. Mas, como gosto muito, não é qualquer novela não. Tem que ser boa. Muito boa. Boa demais. E urbana, com bom texto, com bom elenco, bons diálogos, boa direção, boa trama. Por que é aquela história: para agradar quem gosta e conhece é muito mais difícil! Quem gosta de verdade vai ficando exigente!

E Paraíso Tropical tem tudo isso de bom. É ótima! O elenco nem se fala. Todo dia é um show por todo lado. O jogo de palavras dos diálogos, a profundidade dos personagens, o movimento. A agilidade da história e da direção. Enfim, um arraso.

Agora saber quem matou a Taís virou o assunto da hora. Tem gente que jura que a Taís matou a Paula e está no lugar dela finalmente. Será? Seria uma ousadia e tanto dos autores, mas não teria dado tempo de fazer a troca. Vamos pensar: O Daniel deixou a Paula na esquina para comprar morangos para fazer a sobremesa (esta idéia da Paula de ir ao supermercado num temporal daqueles foi ou muito estranha ou muito romântica) e foi para casa, onde achou a Taís morta. Se ele não parou para nada, como a Paula chegou antes dele para a Taís matá-la e fazer a troca. Nem em novela daria tempo!

Também não daria tempo de a Paula desistir dos morangos, sair correndo na chuva, chegar em casa antes do Daniel, dar de cara com a Taís, brigar (porque não iria matar sem discurtir antes, claro!), matá-la, sair de novo e chegar como se nada tivesse acontecido. Ufa, não dá! E a Paula é a mocinha ainda por cima.

Mas se baseando no jeito que a Taís abriu a porta do apartamento já descarta um monte de gente. Ela abriu a porta toda marrenta: "Você aqui!". Tem que ser alguém do time dela. Se fosse aquela galera que ela odiava ela nem iria abrir. Por que abrir?? Não faz sentido. Se fosse Hermínia, Heloísa, Lúcia, ela continuaria procurando os passaportes em vez de perder tempo atendendo à porta. Ou fingiria que era a Paula. Coisa que não valia a pena, pois seria perda de tempo também.

Então, tem que ser o Olavo ou a Marion. Não pode ser o Ivan porque ela tinha acabado de deixar um recado apaixonado na caixa-postal dele e não ia abrir a porta daquele jeito. Na delegacia falaram que matar com gás é coisa de mulher. Então, por eliminação, é a Marion.

O Gilberto Braga e o Dennis Carvalho disseram que a surpresa será o motivo e não o assassino. Então não é queima de arquivo, ódio, ciúmes, porque estes seriam os motivos óbvios. Se é surpresa é porque ninguém ainda conhece esse motivo então ele nunca apareceu na novela mesmo e não tem como saber. É esperar para ver!

~~~~ O Xexéo comentou na sua coluna sobre o taxista-detetive por correspondência que chegou a seguinte conclusão: foi o Olavo, pois quando a Taís abriu a porta olhou para cima e como o Olavo é mais alto que ela... caso resolvido! rsrs
Adorei!!!