foto: josette babo
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
terça-feira, 31 de maio de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
just kids

No Natal, na minha listinha de desejos estava o livro Só meninos, de Patti Smith. Ganhei o livro, mas, apesar de ficar direto da mesa de cabeceira, ainda não tinha tido a chance de lê-lo. Na hora de escolher um livro para levar na viagem, não tive dúvidas. Tudo a ver com o cenário da história e do destino: Nova York.
Claro que é sempre bom ter um livro em viagens, mas também claro que nunca sobra muito tempo. E foi o caso, pois acabei dedicando o tempo para leitura com as revistas gringas que não resisto em comprar (vício total, confesso!).
Mas, na volta, o voo atrasou e peguei o meu livro. E não soltei mais.
Eu já sabia que era bom, por tudo que pessoas bacanas comentavam sobre ele, e também já havia folheado e lido alguns pedaços soltos e visto todas as fotos e adorado.
Ainda não acabei, mas já posso dizer: o livro é muito bom. É tão bem escrito, é tão emocionante, tão envolvente, tão poético. Desses que quem escreve chega até ter vergonha do que escreve e ao mesmo tempo se sente estimulado a escrever cada vez mais.
Voltei decidida a aprender inglês direito não só para me comunicar melhor nas viagens, mas também para ler os livros no original. A tradução está superbacana, mas fico querendo saber que palavras que ela escolheu e de que maneira usou.
Just kids, just kids.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
sexta-feira, 11 de junho de 2010
sexta-feira, 4 de junho de 2010
101 sanduíches & 82 hambúgueres

Adoro sanduíches, adoro Nova York. Aí vão duas listas dos 101 melhores sanduíches e dos 82 melhores hambúrgueres de Nova York, com fotos e preços.
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quarta-feira, 7 de abril de 2010
terça-feira, 6 de abril de 2010
the selby

Nova York é uma cidade que eu adoro e todo mundo sabe disso. De todas as cidades que eu conheço, é a mais viva, a mais intensa, a mais aberta, e, ao mesmo tempo, a mais misteriosa. E uma das maiores curiosidades de todo mundo é saber como os nova-iorquinos vivem e como são as suas casas.
O site The Selby (http://www.theselby.com/), que agora vai virar livro (http://bit.ly/aATlyj), mata um pouco essa curiosidade (no meu caso só aumenta!).
O site The Selby (http://www.theselby.com/), que agora vai virar livro (http://bit.ly/aATlyj), mata um pouco essa curiosidade (no meu caso só aumenta!).

fotos: reprodução site the selby
terça-feira, 30 de março de 2010
hamburguer em nova york
Ando em uma fase gulosa e ao mesmo tempo com saudades de Nova York. E por acaso (ou será que é um sinal?) tem chegado às minhas mãos milhares de dicas de comidinhas na cidade. Guardo todas!
sexta-feira, 26 de março de 2010
pizza em nova york
Amo pizza. De todos os tipos, até aquelas de lanchonete, vendidas em fatias, que a gente come em pé, que só tem muzzarela e mais nada, nem um molhinho. Até pizza fria eu gosto. Pizza no dia seguinte... Enfim, pizza é gostosa sempre. Mas, claro, que uma boa pizza, feita no forno a lenha bacana, com ingredientes de primeira é sempre a melhor.
E nada como ter dicas de boas pizzas anotadas no caderninho para a próxima viagem!
http://blog.zagat.com/new-yorks-best-pizza
segunda-feira, 8 de março de 2010
NY
foto: reprodução - museu do sexo ny


Vai para Nova York? Isso pode ser interessante: http://migre.me/mEQf
sábado, 20 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
love nyc restaurant week
Não estou em Nova York, mas adoraria só para ir na Restaurant Week de inverno e ir a restaurantes bacanas, comer pratos deliciosos e pagar baratinho, ou, pelo menos, bem menos do que em dias normais. No site tem a lista de todos os restaurantes participantes. Bon appétit!
http://www.nycgo.com/restaurantweek
quinta-feira, 28 de maio de 2009
terça-feira, 5 de maio de 2009
o Balducci's fechou
Acabei de dar a dica para a Dani visitar o Balducci' e descubro que ele fechou. Pelo menos os de Manhattan. Essa loja da 14 era linda, grande. Acho que tinha sido uma agência de correios um dia. Balducci's - food lover's market, como o nome já diz, um mercado para os amantes de boa comida. Era de se perder lá dentro e ficar horas e horas olhando e admirando (e experimentando, e levando para comer em casa, e trazendo lembrancinhas para os amigos!) todos os produtos. A parte de queijo (minha paixão) era imensa, a padaria também, comida pronta, biscoitos, chocolates, massas, frutas, tudo! Como o lugar era muito grande, a variedade de todas as coisas era enorme, o que tornava a ida ao Balducci's uma maravilhosa viagem gastrônomica.
Nova York é assim mesmo, os lugares abrem e fecham o tempo todo, mas para um lugar desse fechar, deve ter sido mesmo a crise. Uma pena!
foto: Josette Babodomingo, 3 de maio de 2009
NY
A Daniela, uma das minhas melhores amigas, vai para Nova York na semana que vem e hoje mandei um e-mail para ela com alguns endereços. O e-mail ficou gigantesco porque NY é uma cidade maravilhosa e em toda parte tem uma coisa interessante para se ver ou fazer. Esse é o diferencial de NY e o que faz ela ser assim tão bacana e eu gostar tanto.
Se gostar muito de hamburguer, vale a pena ir no Burger Joint, considerado o melhor hamburguer da cidade. Ele se esconde - sim, esconde! - no lobby do Meridien (http://www.parkermeridien.com/), e é mesmo muito gostoso. Lá só vende hamburguer e fritas e mais nada. O lugar é pequeno e apertado, mas faz muito sucesso. Se estiver por perto, vá! Ah, não peça com mostarda. Deixe para colocar a mostarda depois. Pedi e me arrependi, pois a mostarda é beeeeeem forte!


O Dean & Deluca (http://www.deandeluca.com/), o Balducci's (http://www.balduccis.com/) e o Zabar's (http://www.zabars.com/) são programas deliciosos e imperdíveis!!!!

Se perder no Soho e arredores ainda é um dos melhores programas de NY, mas passear no Meatpacking District é muito bom! Se você pegar as linhas do metrô A, C, E, L e saltar na 14, dá de cara com o Balducci's, faz um lanchinho, depois segue para esquerda e vai encontrar o Union Square, que tem uma Barnes & Noble (http://www.barnesandnoble.com/) linda, antiguinha, e muitas coisas maravilhosas mais!


Um lugar que também acho uma delícia para passear é o Upper west side. Muitas coisas e pessoas interessantes para se ver! Gosto de subir pela Columbus e descer pela Broadway, e ir parando muiiitas vezes, claro! A última vez vimos a Miranda, de Sex and The City lá, com a filhinha, pegando um táxi!
Se quiser ir àqueles restaurantes da moda, é melhor reservar desde já!


Como ela conhece NY, não falei das coisas óbvias, e como estive lá esse ano, falei de alguns lugares que estão valendo a pena conhecer, conferir, rever...
Dani,
Como estão as coisas? Tudo certo com o hotel?
Sei que você conhece bem NY e sabe tudo que tem para fazer de bom, mas aí vão algumas dicas a mais.
A Century 21 (http://www.c21stores.com/) continua sendo a melhor loja de desconto de NY. Reserve um dia inteiro para circular por lá. Só de roupas para a Nanda você vai sair com uma mala cheia! (A Raquel comprou muiiitas coisas boas e baratas para o Otto). Não deixe de ir na parte de sapato, nem na de decoração (nem na seção masculina!). Os preços continuam os melhores da cidade e nem precisa gastar seu tempo indo a outras lojas de desconto, pois todas as marcas boas estão lá. Comprei um mocassim Salvatore Ferragamo que era $340 dólares por 70. Aquele tenis Lacoste (da foto do metrô), que você gostou, comprei da outra vez e foi menos de $50.
Na Urban Outfitters (http://www.urbanoutfitters.com/urban/index.jsp) também vale a pena ir. Muitas coisas descoladas e diferentes. Se der sorte de pegar uma promoção como eu dei, vai encontrar muita coisa legal e barata. Achei sapatilhas e batinhas lindas tudo por $19,90 dólares.
Se gostar muito de hamburguer, vale a pena ir no Burger Joint, considerado o melhor hamburguer da cidade. Ele se esconde - sim, esconde! - no lobby do Meridien (http://www.parkermeridien.com/), e é mesmo muito gostoso. Lá só vende hamburguer e fritas e mais nada. O lugar é pequeno e apertado, mas faz muito sucesso. Se estiver por perto, vá! Ah, não peça com mostarda. Deixe para colocar a mostarda depois. Pedi e me arrependi, pois a mostarda é beeeeeem forte! 

O Dean & Deluca (http://www.deandeluca.com/), o Balducci's (http://www.balduccis.com/) e o Zabar's (http://www.zabars.com/) são programas deliciosos e imperdíveis!!!! 
Se perder no Soho e arredores ainda é um dos melhores programas de NY, mas passear no Meatpacking District é muito bom! Se você pegar as linhas do metrô A, C, E, L e saltar na 14, dá de cara com o Balducci's, faz um lanchinho, depois segue para esquerda e vai encontrar o Union Square, que tem uma Barnes & Noble (http://www.barnesandnoble.com/) linda, antiguinha, e muitas coisas maravilhosas mais! 

Um lugar que também acho uma delícia para passear é o Upper west side. Muitas coisas e pessoas interessantes para se ver! Gosto de subir pela Columbus e descer pela Broadway, e ir parando muiiitas vezes, claro! A última vez vimos a Miranda, de Sex and The City lá, com a filhinha, pegando um táxi!
Se quiser ir àqueles restaurantes da moda, é melhor reservar desde já! Duas coisas que eu queria muito ter feito e não fiz: ir a Williamsburg, no Brooklyn, porque não deu tempo, e outra, que era ir nesses bares e restaurantes que são em andares altos e com varandas e terraços, porque era inverno. Você vai encontrar todos abertos!
E Central Park todos os dias, de manhã e de tarde!!!!!


fotos: Josette Babo
Bem, eu poderia ficar aqui o resto da vida falando tudo que eu amo fazer, mas você sabe também quais são as coisas legais e lugares bacanas, mas acho que essas coisas vale a pena acrescentar no seu caderninho de viagem!
Tem uma jornalista brasileira que mora em Nova York, Tania Menai, que eu acho bacana, que tem umas ótimas dicas em seu site. Não deixe de dar uma olhada: http://taniamenai.com/minhanovayork.html
Tem uma jornalista brasileira que mora em Nova York, Tania Menai, que eu acho bacana, que tem umas ótimas dicas em seu site. Não deixe de dar uma olhada: http://taniamenai.com/minhanovayork.html
Mil beijos e boa viagem desde já!
Dedé
~~~~ Coma muitos bagels por mim!!! ;o)
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
happy new year!
Era dia 31 de dezembro e todo mundo falou que Nova York ficava muito cheia no réveillon. Mas um carioca que tem Copacabana por perto sabe muito bem o que esperar de uma cidade cheia em um dia de ano novo. Para não esquecer da vida e ficar passeando pelas ruas da cidade, como sempre acontece, fizemos um roteiro básico para facilitar: fazer as compras de sempre na Century 21 pela manhã, almoçar, voltar para o hotel, descansar um pouco, ir de táxi para a ceia de ano novo no Maze, restaurante do Gordon Ramsay, com reserva para às 6 da tarde, voltar para o hotel, trocar a roupinha chique preta por um branco brasileiro paz total e partir para Times Square tentar ver a famosa bola descer.
Às 10 da manhã, passamos na recepção para avisar que a nossa conexão estava muito lenta e a moça falou:
- Estão levando a pulseira de identificação?
- Vou colocar mais tarde, quando voltar do jantar de ano novo - disse eu.
- É melhor colocar agora - disse uma recepcionista apreensiva.
- Mas não combina com o vestido - disse eu vaidosa.
- A pulseira não é para entrar no hotel não, é para passar pelo quarteirão...
Não era possível, penso eu. Será que era mesmo possível? É melhor não arriscar: coloquei a pulseira verde limão no braço esquerdo e lá fomos nós para a Century 21.

Eu queria um casacão bem quente para vestir em cima do meu vestido do jantar, que levei daqui, pois não queria ir para um restaurante bacana vestida em camadas, como uma cebola. Queria colocar o vestido e um casacão por cima e só, mas ficar protegida do frio, que era muito. Achei o casaco depois de experimentar muitos - e outras coisas mais, entre alguns presentes também. As compras do Marcelo foram rápidas. Como homem consegue?

Quando saímos da loja estava nevando, lindo. A fome era enorme, mas não podíamos comer muito, pois o jantar era às 6. Cedo demais. Mas era isso ou passar a meia-noite lá e queríamos fazer um programa de nova-iorquino e um programa de turista, tudo ao mesmo tempo agora para aproveitar bem o réveillon.
Na volta para o hotel nenhum movimento suspeito de multidão fechando o quarteirão, mas a pulserinha vip foi necessária para entrar no hotel. Esse hotel - foi o único que conseguimos - fica na 8a Avenida, em Times Square, bem perto da muvuca, mas acabamos achando bom para ver o movimento. Se eu ficasse nos lugares que gosto, que são Central Park West ou Soho, talvez nem chegasse perto de bola alguma!
Prontos e arrumados, Marcelo de gravata e tudo, e animadíssimos, descemos para pegar um táxi. Táxi? No taxi! Nenhum táxi. Marcelo deu a ideia de andarmos até a 9a e lá fomos nós. O meu figurino era perfeito para descer do elevador, entrar no táxi, entrar no restaurante, sair do restaurante, entrar no táxi, subir o elevador e só, mas lá estava eu andando com aquela bota alta, de salto agulha e bico fino, pelas avenidas de Nova York a procura de um táxi. No meio de um trânsito assustador, apareceu o nosso salvador. Nem acreditei. Estamos na 44 com 9a. O restaurante fica na 54 entre 6a e 7a.
Um bom tempo depois, chegamos na 54. Fechada para carro. Saltamos do táxi. Lá ia eu mais uma vez com a minha botinha básica! E qual foi a nossa nova surpresa? A rua estava fechada para pedestres também. E nós e mais uma turma de gente ouvimos as instruções do guarda:
- Vocês vão por aqui, dão a volta na 57, andam até a 6a, descem até a 54 para poderem entrar - disse um policial todo encasacado.
Hã? Ele não estava falando sério. A rua estava vazia, era longe da bola, não fazia nenhum sentido fecharem aquela rua. Já passava das 6, eu estava preocupada com o horário da reserva, cheia de frio e fome e com "a bota". Mas lá fui, mais uma vez. Parecia uma procissão. Todos andando juntos, só que rápido. De repente, quando viramos na 57, meu pé direito virou também. Virou para um lado, virou para o outro, e para o outro, e para o outro, tentando se segurar para eu não cair. Que dor! Foi horrível.
Marcelo ficou preocupadíssimo e eu, arrasada. Não podia acreditar que havia torcido o pé. Além da fome, a preocupação, o frio e agora um pé torcido. E ainda faltavam duas avenidas e quatro ruas. Mas o pior ainda estava por vir.
Quando chegamos na 54, vários policiais fechavam a mesma rua vazia. Só que agora era sério demais, pois tínhamos uma reserva feita havia 2 meses e precisávamos passar de qualquer jeito. Se o outro lado estava fechado e esse também, como iríamos jantar? Isso não podia estar acontecendo. Era um pesadelo no meio do frio.
Com o meu superinglês o policial fazia cara de bobo pois não entendia nada que eu falava, ainda mais nervosa. Marcelo, aí sim com inglês bacana, tentou explicar, mas o sr. guarda disse que só se alguém do restaurante fosse até lá liberar a nossa passagem.
- Precisamos ligar. Você tem uma moeda? - disse um Marcelo desesperado.
- Não! - disse eu, apavorada.
Tive a ideia de trocar umas notas por moedas com algumas pessoas, não muitas, pois ali não era passagem para nada. Só dava ocupado, ocupado. Marcelo chegou a pensar em desistir de jantar no Maze, mas eu estava irredutível. E voltei a tentar. Agora era uma policial e ela iria entender. E entendeu. E passei. Marcelo ficou lá atrás e eu falava:
- Wait, please! My husband, my husband - enquanto ela falava para eu não ficar ali na passagem.
Imagina jantar sozinha na noite de ano novo, depois de passar por todo esse perrengue? Nunca! Marcelo passou. E saímos correndo, correndo. Pé torcido? Que pé torcido? O negócio era não perder a tão sonhada reserva!
Chegamos finalmente. O Maze fica dentro do Hotel London, logo na entrada. Um restaurante lindo, com um astral maravilhoso. Demorei um tempinho para relaxar e aproveitar o jantar, que estava lindo e delicioso, com um serviço incrível. Tudo flui e é envolvente. As pessoas, lindas, estavam animadas e prontas para brindar 2009. Aos poucos fui me aquecendo, me alimentando, curtindo demais o lugar e a atmosfera. E ficamos ali falando da vida, aproveitando, comentando a dificuldade de chegar até aquele instante tão prazeroso e quanto vale a pena não desistir e enfrentar. Rimos, nos divertimos, nos deliciamos. Teria sido bem melhor ter entrado no taxi, chegado no restaurante e só. Mas se não foi, a dificuldade, o estresse e a tensão não estragaram a nossa noite, não mesmo. Complicaram um pouco, é verdade. Bastante, para ser sincera. Mas só até a chegada. Depois foi só felicidade.











Às 10 da manhã, passamos na recepção para avisar que a nossa conexão estava muito lenta e a moça falou:
- Estão levando a pulseira de identificação?
- Vou colocar mais tarde, quando voltar do jantar de ano novo - disse eu.
- É melhor colocar agora - disse uma recepcionista apreensiva.
- Mas não combina com o vestido - disse eu vaidosa.
- A pulseira não é para entrar no hotel não, é para passar pelo quarteirão...
Não era possível, penso eu. Será que era mesmo possível? É melhor não arriscar: coloquei a pulseira verde limão no braço esquerdo e lá fomos nós para a Century 21.

Eu queria um casacão bem quente para vestir em cima do meu vestido do jantar, que levei daqui, pois não queria ir para um restaurante bacana vestida em camadas, como uma cebola. Queria colocar o vestido e um casacão por cima e só, mas ficar protegida do frio, que era muito. Achei o casaco depois de experimentar muitos - e outras coisas mais, entre alguns presentes também. As compras do Marcelo foram rápidas. Como homem consegue?

Quando saímos da loja estava nevando, lindo. A fome era enorme, mas não podíamos comer muito, pois o jantar era às 6. Cedo demais. Mas era isso ou passar a meia-noite lá e queríamos fazer um programa de nova-iorquino e um programa de turista, tudo ao mesmo tempo agora para aproveitar bem o réveillon.
Na volta para o hotel nenhum movimento suspeito de multidão fechando o quarteirão, mas a pulserinha vip foi necessária para entrar no hotel. Esse hotel - foi o único que conseguimos - fica na 8a Avenida, em Times Square, bem perto da muvuca, mas acabamos achando bom para ver o movimento. Se eu ficasse nos lugares que gosto, que são Central Park West ou Soho, talvez nem chegasse perto de bola alguma!
Prontos e arrumados, Marcelo de gravata e tudo, e animadíssimos, descemos para pegar um táxi. Táxi? No taxi! Nenhum táxi. Marcelo deu a ideia de andarmos até a 9a e lá fomos nós. O meu figurino era perfeito para descer do elevador, entrar no táxi, entrar no restaurante, sair do restaurante, entrar no táxi, subir o elevador e só, mas lá estava eu andando com aquela bota alta, de salto agulha e bico fino, pelas avenidas de Nova York a procura de um táxi. No meio de um trânsito assustador, apareceu o nosso salvador. Nem acreditei. Estamos na 44 com 9a. O restaurante fica na 54 entre 6a e 7a.
Um bom tempo depois, chegamos na 54. Fechada para carro. Saltamos do táxi. Lá ia eu mais uma vez com a minha botinha básica! E qual foi a nossa nova surpresa? A rua estava fechada para pedestres também. E nós e mais uma turma de gente ouvimos as instruções do guarda:
- Vocês vão por aqui, dão a volta na 57, andam até a 6a, descem até a 54 para poderem entrar - disse um policial todo encasacado.
Hã? Ele não estava falando sério. A rua estava vazia, era longe da bola, não fazia nenhum sentido fecharem aquela rua. Já passava das 6, eu estava preocupada com o horário da reserva, cheia de frio e fome e com "a bota". Mas lá fui, mais uma vez. Parecia uma procissão. Todos andando juntos, só que rápido. De repente, quando viramos na 57, meu pé direito virou também. Virou para um lado, virou para o outro, e para o outro, e para o outro, tentando se segurar para eu não cair. Que dor! Foi horrível.Marcelo ficou preocupadíssimo e eu, arrasada. Não podia acreditar que havia torcido o pé. Além da fome, a preocupação, o frio e agora um pé torcido. E ainda faltavam duas avenidas e quatro ruas. Mas o pior ainda estava por vir.
Quando chegamos na 54, vários policiais fechavam a mesma rua vazia. Só que agora era sério demais, pois tínhamos uma reserva feita havia 2 meses e precisávamos passar de qualquer jeito. Se o outro lado estava fechado e esse também, como iríamos jantar? Isso não podia estar acontecendo. Era um pesadelo no meio do frio.
Com o meu superinglês o policial fazia cara de bobo pois não entendia nada que eu falava, ainda mais nervosa. Marcelo, aí sim com inglês bacana, tentou explicar, mas o sr. guarda disse que só se alguém do restaurante fosse até lá liberar a nossa passagem.
- Precisamos ligar. Você tem uma moeda? - disse um Marcelo desesperado.
- Não! - disse eu, apavorada.
Tive a ideia de trocar umas notas por moedas com algumas pessoas, não muitas, pois ali não era passagem para nada. Só dava ocupado, ocupado. Marcelo chegou a pensar em desistir de jantar no Maze, mas eu estava irredutível. E voltei a tentar. Agora era uma policial e ela iria entender. E entendeu. E passei. Marcelo ficou lá atrás e eu falava:
- Wait, please! My husband, my husband - enquanto ela falava para eu não ficar ali na passagem.
Imagina jantar sozinha na noite de ano novo, depois de passar por todo esse perrengue? Nunca! Marcelo passou. E saímos correndo, correndo. Pé torcido? Que pé torcido? O negócio era não perder a tão sonhada reserva!
Chegamos finalmente. O Maze fica dentro do Hotel London, logo na entrada. Um restaurante lindo, com um astral maravilhoso. Demorei um tempinho para relaxar e aproveitar o jantar, que estava lindo e delicioso, com um serviço incrível. Tudo flui e é envolvente. As pessoas, lindas, estavam animadas e prontas para brindar 2009. Aos poucos fui me aquecendo, me alimentando, curtindo demais o lugar e a atmosfera. E ficamos ali falando da vida, aproveitando, comentando a dificuldade de chegar até aquele instante tão prazeroso e quanto vale a pena não desistir e enfrentar. Rimos, nos divertimos, nos deliciamos. Teria sido bem melhor ter entrado no taxi, chegado no restaurante e só. Mas se não foi, a dificuldade, o estresse e a tensão não estragaram a nossa noite, não mesmo. Complicaram um pouco, é verdade. Bastante, para ser sincera. Mas só até a chegada. Depois foi só felicidade.











E após uma sobremesa divina e um café tipicamente americano, ainda que acompanhado de trufas inesquecíveis, voltamos para a rua, agora sim, sabendo o que poderia nos esperar. E o processo foi basicamente o mesmo, vai por ali, não pode por aqui, tem que ser pelo outro lado da rua... Só que agora sem pressa alguma, pois havia ainda bastante tempo pela frente para virar meia-noite.
Em alguns momentos, longe do hotel, tentei usar minha pulseirinha vip. Algumas vezes até funcionou! O caminho de volta para o hotel foi tranquilo e fomos olhando as pessoas animadas, alegres, curtindo demais todo aquele movimento alucinante, cheio de energia.
Em alguns momentos, longe do hotel, tentei usar minha pulseirinha vip. Algumas vezes até funcionou! O caminho de volta para o hotel foi tranquilo e fomos olhando as pessoas animadas, alegres, curtindo demais todo aquele movimento alucinante, cheio de energia.
Troquei meu pretinho básico por um branco e voltamos para a rua para passar a meia-noite. O frio era desesperador, mas nada que cortasse a animação de poder brindar a chegada de um ano novo e a vinda da esperança de ser feliz todo dia, da maneira que der e puder ser.
Talvez esse estresse tamanho tenha me deixado tensa em véspera de ano novo, mas também tenha me fortalecido e mostrado que não existe barreira quando se quer realmente alguma coisa. E a sensação de ter tentado e ter conseguido é que traz a verdadeira felicidade...
Happy New Year!
fotos: Josette Babo
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