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sexta-feira, 24 de junho de 2011

pé na estrada/ miami

foto: josette babo


Destino de férias: Nova York. A ideia era ir para a Flórida antes para visitar o meu afilhado Diogo que fora morar lá para estudar e jogar basquete. Tudo resolvido da viagem quando o menino muda de ideia e volta para Natal, onde mora. Apesar de ter ficado triste com a notícia de não vê-lo, fui assim mesmo e aproveitei para visitar outros amigos que vivem em Pompano Beach.

O voo era direto e chegava em Miami às 4h30. O check in do hotel era às 16h. Sendo assim, pegamos o nosso carro - um Malibu alugado aqui - e fomos direto para o News Cafe (http://www.newscafe.com), em Ocean Drive, para o nosso primeiro café da manhã. Pedi iogurte com nozes, passas, granola e frutas. Marcelo pediu um daqueles breakfasts bem americanos (Breakfast Special) com ovos mexidos, sausage e batata sauté para já ir entrando no clima. Delicioso e enorme.

Pela chegada com um nascer do sol incrível e pela atmosfera do lugar logo vimos que a estadia em Miami Beach seria em total clima de férias e de alto astral, e assim foi em todo o final de semana.

Como o tempo era curto (chegamos na 6a e fomos para NY na 3a), em Downtown só passamos de carro e à noite, mas posso dizer que Miami Beach pode ser muito divertido. Tem animação para todo o lado e o povo se libera mesmo. Vimos de tudo!

Comemos bem, bebemos bem, passeamos bastante. Muitos restaurantes são 24h. Ficam tranquilinhos para o café da manhã até virarem agitadíssimos à noite. O happy hour 2 x 1 é o dia inteiro, com drinks gostosos. O lugar é lindo, solar, e com muitas opções para todos os gostos. Bem climão de férias mesmo. Biquíni de manhã até de noite, muitas Havaianas. Tem todas essas coisas exageradas que vemos e ouvimos falar por aqui, mas tem muitas outras coisas interessantes, que é até pena se alguém passar em Miami só para comprar. Embora neste quesito sejam muitas as opções de compras. E para nós, que temos um mercado que oferece tão pouco e a um preço tão alto, realmente vale a pena porque o preço é bom, a qualidade ótima e a variedade infinita.

A praia, quase uma piscina de tão serena, é tratada como um território sagrado. Não pode fazer barulho alto, não pode ir à noite, não pode levar vidro, não pode animais, não pode bebida alcoólica, entre outras coisas proibidas. As multas são altíssimas. Me falaram que algumas chegam a 10 mil dólares. Já pensou que prejuízo por uma cervejinha? Mas topless pode. E pelo que eu vi, quase todas fazem.

Apesar de ter ido a uns lugares na sorte (descobrir lugares é sempre bom), como o tempo era curto, segui mais as dicas que levei. Dentre elas, o Joe's Stone Crab (http://www.joesstonecrab.com/), famoso por suas patinhas de caranguejo, é imperdível. Comi um sanduiche de bolinho de caranguejo frito (crab cake) dos deuses, acompanhando de batatas fritas deliciosas. O Carpaccio (http://www.carpaccioatbalharbour.com/index.html), no Bal Harbour Shops (http://www.balharbourshops.com/), é muito agradável. O Cheesecake Factory (http://www.thecheesecakefactory.com/) é de ficar doido na hora de escolher um cheesecake. São muitos e cada um mais curiosamente diferente do que o outro. Provei o de manteiga de amendoim que estava uma delícia. Fora o News Cafe, que é clássico, a fama gastronômica de Ocean Drive não é boa, mas dá muita vontade de almoçar por ali depois da praia ou tomar uns drinks no final da tarde. A impressão é de que todos são iguais e o jeito é sentar em um pela empatia mesmo. Demos sorte. Sentamos no Bice Café e foi uma escolha acertada. Comidinha e bebidinha ótimas. Espero voltar em breve para conferir outros lugares e outras dicas, pois Miami me surpreendeu muito para o bem.

Encontrar amigos que eu não via havia anos foi um capítulo à parte. Que alegria vê-los tão lindos e tão bem foi tudo de bom. Momentos felizes que vou levar para sempre. Muita emoção. Amo vocês, meninos! See you soon!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

pier 17



foto: josette babo

terça-feira, 31 de maio de 2011

fisheye ~~ times square









fotos: josette babo

segunda-feira, 30 de maio de 2011

miami


foto: josette babo

sábado, 28 de maio de 2011

miami

foto: josette babo

quinta-feira, 26 de maio de 2011

barnes & noble

foto: marcelo glenadel

NY

foto: marcelo glenadel

primavera em nova york

foto: marcelo glenadel

sexta-feira, 6 de maio de 2011

looks

ilustração: reprodução


Sempre que vou viajar os amigos começam a perguntar dos looks. É que como sou muito prática e não gosto de carregar muito peso, e muito menos peso à toa (e também não gosto de levar coisas que posso não usar), experimento todas as roupas que coloco na mala. Todas. E misturo umas com as outras, modelos que combinem entre si, e dá supercerto. É fácil e realmente funciona. Fora a certeza de que tudo o que entrará na mala também entrará no corpitcho na hora H.


É uma prática - tipicamente virginiana - que recomendo.


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

bar 6

fotos: josette babo

O restaurante Bar 6 (http://www.barseis.com), em Palermo Soho, em Buenos Aires, é o verdadeiro 3 x 1. Ótimo para café da manhã, ótimo para almoço e jantar e ótimo happy hour, com a vantagem de se transformar completamente em um lugar diferente dependendo da hora do dia.

O café da manhã é a la carte e o happy hour também.

O menu do almoço e do jantar é com preço fixo. Paguei 52 pesos por uma entrada (salada verde enorme, com um molho muito gostoso), mix de arroz com legumes salteados na wok (delicioso, superbem-servido) e uma bebida (que podia ser água, limonada ou vinho). Havia também a opção de trocar a entrada por uma sobremesa ou escolher só o prato principal e bebida (35 pesos). No jantar só a opção de entrada, principal, sobremesa e bebida, por 79 pesos. Muito barato.

O lugar é badalado, cheio de gente bonita. A decoração mistura quadros modernos, objetos de design, com móveis antigos. Tudo de muito bom gosto. Fora que adoro lugares de pé direito alto.

O Bar 6 é tão agradável que deu vontade de ficar direto para o happy hour. Mas Palermo me espera, e eu não posso ficar. Mas voltarei outras vezes, porque adorei e recomendo.

sábado, 6 de novembro de 2010

pé na estrada/ londres

fotos: josette babo


Painel na chegada na estação de trem



"Quem gosta de Nova York gosta de Londres". Sempre ouvi esta frase e como amo Nova York, tinha certeza que iria amar Londres também. "Londres é cinza e só chove" é outra frase muito comum de se ouvir. E mais uma vez, como amo a chuva, tinha certeza que amaria Londres.

Na mala, apesar de ser verão, muitas roupas pretas e uma bota. O ânimo era geral. A primeira vez em uma cidade sempre causa ansiedade e expectativa. Que delícia!

A viagem de trem de Paris foi perfeita e eu não via a hora de chegar em Londres para entrar em um táxi antiguinho e curtir a cidade cinza. Cinza? Um solzão! O maior calor. Todo mundo de roupas coloridas e muitas flores pelo caminho.

De cara uma das coisas que mais me chamaram a atenção foram as flores espalhadas pela cidade. Tudo florido! Jardins, lojas, casas, ruas. Lindo.



London Eye



Seriam quatro dias apenas, e não podíamos perder tempo. Mala no hotel, em Covent Garden, e rumo à rua, com uma passadinha antes na Orange (http://www.orange.co.uk/) para colocar o chip britânico para acessar a internet do Blackberry.





Oxford Street



Fomos de ônibus para o Hyde Park e pelo caminho vimos vários pontos turísticos. A cidade é linda e animada e ainda chegamos a tempo de ver um pôr-de-sol incrível no parque, que estava bem cheio. De lá seguimos pela Oxford Street, que é uma rua de comércio lotada com todo tipo de loja, desde as mais pops como a Primark (http://www.primark.co.uk/ ) e a Top Shop (http://www.topshop.com/)as até as mais sofisticadas. Virando a esquina, na Regent Street, fica a Apple Store (http://www.apple.com/uk/retail/regentstreet/), em um prédio maravilhoso.



Piccadilly Circus



A esta altura já era noite e a cidade fervia. Londres era uma imensa festa ao ar livre. Em todos os lugares grupos de pessoas animadíssimas se divertindo. Cheguei a pensar que podia ser alguma coisa especial acontecendo. Depois soube que é sempre assim. A semana inteira rola esse clima animado pela cidade.



Seguimos a pé pela Regent Street até chegar Piccadilly Circus, sempre parando para fotografar e observar coisas interessantes, que são milhares. Pegamos a Shaftesbury Ave até Chinatown, onde jantamos no restaurante New China, depois de comprar delícias no mercadinho oriental. Pegamos a Charing Cross Road, a Trafalgar Square até chegar ao hotel. Nada como andar a pé para conhecer uma cidade.





Fachada do Jamie's Italian



Por telefone (viva o chip!), logo de manhã, marcamos com a minha queridíssima amiga Denise - que mora em Gloucester, mas estava em Londres para nos ver - um almoço, às 3 da tarde, no restaurante italiano do Jamie Oliver (http://www.jamieoliver.com/italian/ ). Como tínhamos tempo até lá, fomos conhecer a cidade a pé.



Começamos pela beira do Tâmisa, vendo todas as novidades pelo caminho. Parei em uma papelaria muito bacana, a Paperchase (http://www.paperchase.co.uk/), onde comprei muitas coisas para usar no meu trabalho, além de presentes.



O Jamie's Italian de Covent Garden não precisa de reserva (só o de Canary Wharf aceita reserva) e esperamos só um pouco na fila para sentar. O restaurante é descontraído, com decoração rústica e bem agradável. Podemos ver os cozinheiros enquanto fazem as massas, o que dá um ar aconhegante de casa da "mamma". O cardápio é bem atraente e pode-se pedir porção pequena ou grande, o que foi ótimo pois pedimos vários pratos, uma espécie de menu-degustação só nosso. Comemos tanto que provar as sobremesas vai ficar para próxima ida a Londres.



Bruscheta com ricota e tomate




Mais uma vez o dia estava lindo e ensolarado, sem nenhum sinal de chuva, e depois de muito passear pela cidade fomos para a Harrods (http://www.harrods.com/harrodsstore/) de metrô. A loja é muito luxuosa, e cheia de coisas legais para ver. Tem também dois monumentos em homenagem a Princesa Diana e Dodi Al Fayed (filho do dono da Harrods). A parte das comidas, claro, é incrível e lá ficamos um bom tempo. Uma delícia que comprei para trazer foi o doce turco Divan (turkish delight), de rosas e limão. Maravilhoso. Para finalizar, um chá inglês!





Portobello Road



Depois de um café da manhã para lá de gostoso no Le Pain Quotidien (http://www.lepainquotidien.com/ ), no Covent Garden Market, seguimos para a pedida dos sábados em Londres: Portobello Road e Camden Town.



Portobello Road fica em Notting Hill e aos sábados acontece uma feira que ocupa toda a rua com muita variedade de roupas, bijuterias, sapatos, comida e atrações. Vale muito a pena ir, mesmo que a intenção não seja comprar, pois tem muita coisa legal para ver (e comer). Figuras lendárias, como Ron e sua cachorrinha fox Betsy, que são demais.



Ron & Betsy



Muita coisa bacana, diferente e interessante para comprar. E como não poderia deixar de ser, provei o fish & chips. O peixe vem em um papel (diz a lenda que antigamente era servido em jornal, mas os ingleses juram que não) e come-se com a mão. Uma lambuzeira só! O sabor? Sem sabor, pois não tem nenhum tempero. O peixe que eles usam é o bacalhau fresco. Embora bacalhau seja o meu prato preferido, não gosto muito dele fresco. Então, só a fome e a curiosidade me fizeram comer (quase todo!) o peixe e as fritas. E dá-lhe sal para ficar com algum gosto. Mas foi divertido comer com a mão andando pela rua!



Fish & chips



Uma boa dica é em vez de voltar pela Portobello Road é descer pela rua paralela, para ir vendo as casinhas lindas e floridas de Notting Hill, além de vários restaurantes, bares e cafés espalhados pela região.



Próxima parada: Camden Town (http://www.camdentown.co.uk/) Pegamos um ônibus e chegamos ao bairro que estava muito movimentado. Não sei como é nos outros dias da semana, mas no final de semana, bomba. Imagine alguma coisa bem diferente. Imaginou? Tem lá. Moda alternativa, vintage, obras de arte, antiguidades, livros, artesanato, comida, tudo que se possa desejar. Um Mundo Mix imenso em Londres, então vá com tudo porque você não vai se arrepender.





Camden Town



E depois de passar toda a tarde aproveitando Camden Town era a hora de ir conhecer um verdadeiro pub inglês. Eu queria um pub bem pub mesmo e pedi uma sugestão para uma londrina, a nossa amiga (linda!) Nicola, que nos levou ao Waxy O'Connor (http://www.waxyoconnors.co.uk/london/), na área de Leicester Square. Para chegar na nossa mesa foi uma loucura pois nunca mais parávamos de descer, descer e descer, um verdadeiro labirinto. Não queria um pub? Aí está. Animado e divertido.



Waxy O'Connor





Covent Garden Market



Adoro domingo. E domingo em outras cidades, então, amo. Aquele clima das pessoas de folga, com suas famílias, seus namorados, andando sem pressa, passeando, aproveitando a vida. Bom, não? E assim fomos nós, aproveitar a vida também.



Covent Garden Market é um mercado bem legal que fica no bairro de mesmo nome. Tanto o bairro quanto o mercado são ótimos, com lojinhas e restaurantes bacanas. No domingo, no mercado rola uma feira de roupas, artes e artesanato pequena, mas cheia de coisas interessantes a preço bom. Lenços lindos a 5 libras e colares por 10.



Como existe um Pret a Manger (http://www.pret.com/) em cada esquina de Londres, fiquei curiosa para conhecer e lá descobri um doce delicioso, em forma de barra, o Love Bar, feito de abóbora.



Estávamos em Covent Garden, que é bem perto da margem norte do Tâmisa, e como queríamos conhecer a margem sul e ir ao Tate Modern, fomos indo em direção à Millennium Bridge, que é uma ponte bem famosa de pedestres.



Como era o dia de Sky Ride (passeio de bicicleta para todos, de crianças a idosos), por onde passávamos havia grupos de ciclistas. O máximo. Os grupos são imensos e a sensação que dá é que toda Londres está pedalando. E o passeio de bike é todo organizado, com guardas orientando, sinal de trânsito, tudo. Mais civilizado impossível.







Sky Ride



Por conta do Sky Ride, o caminho para ponte foi mais comprido, mas em compensação vimos lugares bacanas que não veríamos no trajeto normal. E isso é muito legal nas viagens. As surpresas. Passamos por bequinhos, igrejas, prédios residenciais. E tudo, tudo sempre cheio de flores. Faço roteiros para as minhas viagens, para ter uma base, mas sempre adoro me surpreender.



O Tâmisa é lindo. O visual que se vê por toda a margem, seja norte ou sul, é de babar. London Eye, Parlamento/Big Ben, as pontes, os prédios, catedral de St Paul, enfim, é mesmo tudo muito bonito.

Da Millennium Brigde já se avista o Tate Modern (
http://www.tate.org.uk/modern/ ) e toda a movimentação em sua volta. Estar ali foi um dos momentos mais incríveis da viagem. Muita gente bacana, muita arte em volta, muita beleza natural, astral total, enfim, tudo de bom.



Antes de entrar no museu, fomos almoçar. Sem nenhuma referência de restaurantes por ali, escolhemos um que parecia interessante, The Real Greek (http://www.therealgreek.com/), de comida grega, que é muito parecida com a comida árabe. Fãs de comida árabe que somos, gostamos. Ficamos na varanda para ver o movimento e uma chuvinha ameaçou cair, mas não caiu. Na verdade, a fama de cidade chuvosa vem da possibilidade de chover a qualquer momento. O tempo vai de sol a chuva rapidamente. Mas não no tempo que estive lá.



The real greek



Além do Tate Modern, naquela mesma margem fica também o Shakespeare Globe (http://www.shakespeares-globe.org/ ), uma réplica do teatro original.



O Tate é bacanérrimo, com uma arquitetura marcante, com obras de Picasso, Miró, Monet, Kandinsky, entre muitos outros, em seu acervo, além de mostras temporárias. Passei a tarde lá. Sem querer sair. A lojinha do museu é cheia de pequenas obras de arte e lembrancinhas descoladas. Programa imperdível.



A vista do Tate Modern para o Tâmisa



A volta para Covent Garden pela margem do Tâmisa é outro programa imperdível. Em vez de pegar a Millennium Bridge de novo, fomos caminhando até a Golden Jubilee Bridge, o que dá
uns 3 quilômetros. Um caminho com pontes, restaurantes, shopping aberto, carroussel, pista de skate, bares, teatro, prédios residenciais, namorados apaixonados, artistas de rua, crianças brincando, enfim, um caminho animado e cheio de pessoas animadas, como a Londres que conheci.



Não usei a minha bota. Usei muito preto porque gosto, mas poderia ter vestido e feito o que quisesse. Desde a minha primeira impressão até a última, o que eu vi é que Londres é uma cidade livre, com pessoas livres. E liberdade é tudo.



Bye bye, London, it has been a pleasure visiting you.

domingo, 10 de outubro de 2010

pharmacie

foto: reprodução

A farmácia City-Pharma, em Paris, vende todos aqueles produtos bons que custam uma fortuna no Brasil com um preço realmente muito bom. De todas as farmácias que vi, essa foi a melhor em termos de preço.

Fora que há uma variedade imensa de produtos da La Roche Posay, Vichy, Avene, Klorane e muitos outros que nem chegam por aqui. Há também muitas promoções de 2 por 1 ótimas.

Além dos produtos de beleza, vale muito garimpar produtos tradicionais de farmácia que não são fabricados aqui, como band-aids especiais ou remédios básicos.

A farmácia fica em Saint Germain, no número 26 da rue de Four, esquina da rue Bonaparte.

Boas compras!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

pé na estrada/ paris

Paris. Ah, Paris! A beleza, o astral, a cultura, as pessoas, a história, a moda, tudo é especial. Não tem como estar em Paris e não se envolver com essa atmosfera maravilhosa. Paris é uma cidade sedutora e romântica e faz todos cairem de paixão por ela. Linda, leve, blasé.

Nos hospedamos em Saint Germain em um hotel pequeno, muito agradável e todo equipado. Assim que chegamos, deixamos as malas e fomos logo passear pelo bairro. Sempre que chego a algum lugar, gosto de fazer isso, mesmo em um lugar conhecido. Gosto porque fico logo sabendo o que há de bom e interessante na região. Essa é para mim a melhor maneira de se situar. Outra maneira de se situar em um cidade que Marcelo gosta de usar, além de mapas, são os ônibus de city tour. Ver a cidade - por cima - toda e rapidamente ajuda se localizar para os passeios dos próximos dias.

Depois de muito passear pelo Boulevard Saint Germain e pelo Quartier Latin, hora de ir para um Café. Optamos pelo mais tradicional de todos, o Café de Flore (http://www.cafedeflore.fr/), mas dos próximos o Café Deux Magots (http://www.lesdeuxmagots.fr/) também seria uma ótima opção. Sentar em um Café, tomar vinho e ficar observando o movimento é um dos melhores programas de Paris. E viva a noite bonita e charmosa de Paris!

Não é à toa que todas as cadeiras da varanda são viradas para a rua.

Uma vez em Paris, é sair por aí saboreando a vida ao ar livre parisiense que é uma delícia. Caminhar à beira do Sena e parar para descansar, fazer piquenique, conversar, tomar sol, babar na paisagem não pode ser melhor.

E os jardins? Lindos, floridos, bem-tratados e bem-frequentados. Um jardim que me encantou foi o Jardim de Luxemburgo. Fui no final da tarde de um dia de semana e estava lotado. Idosos jogando dama, crianças brincando, pessoas correndo ou descansando em espreguiçadeiras. O jardim é enorme e lindo. Perfeito para aproveitar a vida...

Um lugar que fui várias vezes foi a Place Saint Germain de Prés para descansar ou comer macarons que não podiam ser consumidos nas próprias lojas. É uma praça pequena e deliciosa. Como os cachorros não podem entrar sem coleira e as pessoas não jogam lixo não chão, as crianças rolam no chão como se não houvesse amanhã, enquanto suas mães comem macaronzinhos ou colocam o papo em dia com as amigas.

Como era no meu caminho, sempre parava por lá. Se pudesse, traria a Place de Saint Germain des Prés para cá (e os macarons também!).

As pontes são todas lindas. Vistas de cima, de baixo ou de passagem são sempre maravilhosas. A Pont des Arts, de pedestre, está sempre animada e para os casais que querem o amor eterno vale levar um cadeado para colocar na grade para garantir o futuro juntinhos. Diz a lenda que funciona mesmo!

Há muitos anos, quando fui ao Louvre e vi a pela primeira vez a Monalisa fiquei muito impressionada. Não achava muita coisa do quadro, mas quando vi pessoalmente, tudo mudou. Ali entendi tudo. Adoro museu. Adoro ficar tardes e tardes nesse mundo. E Paris tem muitos maravilhosos. Louvre(http://www.louvre.fr/llv/commun/home.jsp), Museu d'Orsay (http://www.musee-orsay.fr/fr/accueil.html), Museu del'Orangerie (http://www.musee-orangerie.fr/), Museu Picasso (http://www.musee-picasso.fr/), Museu Rodin (http://www.musee-rodin.fr/), e muitos outros.

Ela. A Torre Eiffel! Subir na torre não era uma coisa muito importante para mim até o momento que vi o pôr-do-sol mais incrível da minha vida (e olha que vi muitos!) e agora digo para todo mundo comprar os ingressos com antecedência em um horário que possa subir de dia e descer à noite. Com uma consulta prévia dá para saber que horas é o entardecer para não perder essa maravilha. Claro que sempre temos que contar com a sorte de estar tempo bom.

Compramos o ingresso pela internet (http://ticket.toureiffel.fr/) para uma segunda-feira, às 19h30m, para subir até o topo. Pode-se comprar também para um nível mais baixo. Uma vez lá, quero tudo. No site dizia que não pegaríamos fila pois comprar antes dá direito a entrada vip. E assim foi, mas depois que chega neste primeiro nível, não teve nada de vip, pois a fila era bem grande, mas andou rápido.

A vista desde o primeiro nível é incrível. Aliás, toda a estrutura da torre já é o máximo. Mas o visual do topo é mesmo sensacional.


A cidade vista de dia é linda, e dá para ver muitos detalhes dos bairros, dos monumentos, das ruas. Quando sol começou a se pôr foi um espetáculo e todos que estavam lá ficaram babando pois realmente foi muito emocionante. Para quem gosta de fotografar como eu, então, perfeito. Lindo, lindo. O sol se vai, as luzes da cidade começam a aparecer... Outro espetáculo. E de repente, a torre se ilumina também. Mais um espetáculo. Venta muito, muito, muito. Mas quem se importa? É só levar um bom cachecol na bolsa que resolve tudo.



E na descida, lá está ela. Toda iluminada.



Uma boa viagem começa e termina pela boca. Para conhecer um lugar é fundamental conhecer sua gastronomia. E Paris é o melhor lugar para isso pois tudo é maravilhoso. Qualquer besteirinha de comer já é uma experiência dos deuses. Sempre.

Um lugar imperdível é o La Grande Epicerie de Paris (
http://www.lagrandeepicerie.fr/#fr-FR/home), a delicatessen da loja de departamento chique Le Bon Marché (http://www.lebonmarche.com/). A deli fica em um prédio anexo à loja e é enorme. Pensa uma coisa. Tem lá. E mais, muito mais. E tudo gostoso. Díficil escolher o que levar entre comida pronta, frutas, chocolates, queijos, vinhos, geleias. Ótimo para comprar coisinhas para um piquenique, excelente para lembrancinhas, maravilhoso para experimentar coisas diferentes do mundo inteiro. Trouxe uma geleia de lavanda divina, além de outras coisinhas, todas deliciosas.

Os melhores restaurantes e os da moda precisam de reserva. Reservei o Ze Kitchen Galerie (http://www.zekitchengalerie.fr/) pela internet tranquilamente e com bastante antecedência. Prefiro gastar meu tempo com reservas aqui do que lá, também para não correr o risco de não conseguir para o dia que estiver na cidade. A maioria dos restaurantes têm pratos executivos para o almoço com preços pela metade. É possível sim comer em restaurantes estrelados em Paris sem medo.

Um lugar gostosinho e charmoso é o La Crêperie des Canettes, no número 10 da rue des Canettes, crepes de trigo sarraceno deliciosos. Comi um de crepe de roquefort com nozes e de sobremesa dividi um de nutella com sorvete de creme, uma delícia.

Outro lugar que também adorei foi o Les Deux Moulins, o café onde foi filmado O fabuloso destino de Amelie Poulan. O café virou ponto turístico e tudo tem referência do filme. A comida é boa, o serviço também. E é muito gostoso estar no cenário de um filme tão bacana. Foi divertido, além de comer bem.

Morro por uma baguette com queijo e repeti esse pedido várias vezes, experimentando vários tipos de queijo, em vários cafés. Todos têm croque monsieurs deliciosos também, outra perdição.


fotos: josette Babo

Dá vontade de almoçar e jantar doces em Paris, de tão lindos e gostosos que são. Em qualquer esquina, qualquer boulangerie ou qualquer lojinha tem doces divinos, fora as butiques de doces e chocolates espalhadas pela cidade.

Os melhores macarons são Pierre Hérme (
http://www.pierreherme.com/) e Ladurée (http://www.laduree.fr/). Muitas delícias também na Fauchon (http://www.fauchon.com). E para sorvetinhos: Amorino (http://www.amorino.com/fr/les-boutiques) e Berthillon (http://www.berthillon.fr/).

Paris é uma cidade incrível, com sua sedução mágica. Em poucos dias já me sentia uma francesa tamanho é seu poder. E com dor no coração, era hora de partir.

Mas como disse Bogart em Casablanca: "sempre teremos Paris".

Assim espero.

Au revoir!

Próxima parada: Londres.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

pé na estrada/ portugal

Resolvi passar o meu aniversário deste ano com a família e como a minha família está em Portugal, comecei a organizar a viagem.

A minha viagem perfeita é uma semaninha ou 10 dias em uma única cidade, mas resolvemos dar uma esticadinha em Paris e Londres. E lá fomos nós passar 20 dias, divididos entre os três países.

Portugal é um país que já fui várias vezes e, como a família é grande, separei só uns passeios para fazer para matar as saudades de uns lugares e conhecer outros. O objetivo da viagem era ficar agarradinha com todos o maior tempo possível. Meus pais também foram para passar um mês inteiro e isso foi também uma delícia. A família toda estava na terrinha.

A recepção é sempre muito calorosa (e chorosa também). Gosto de ir direto para a aldeia onde minha mãe foi criada e onde ainda moram a minha avó, um casal de tios e muitos primos. É delicioso. É aconchegante e diferente de tudo em minha vida. Me sinto em um daqueles filmes lindos de sessão da tarde, cheios de natureza, gente alegre e simples e uma paz indescritível.

Um almoço de bacalhau delicioso nos esperava e um pão-dé-ló feito em casa serviu de acompanhamento para horas de conversas divertidas e amorosas.

Quando Marcelo foi a Portugal pela primeira vez ficou encantado como todo mundo planta tudo. E isso é mesmo incrível. E isso não é só na minha família, não. Em apartamentos, pedacinhos de terra, lá estão os portugueses com suas uvas, ameixas, manjericões, tomates, figos, e tudo muito saboroso.

Adoro azeitonas e vê-las no pé é a coisa mais linda. Pena que não dá para colher e comer, como fazemos com todo o resto.
Minha família tem um terreno no alto da aldeia chamado a Brenha dos Lobos. O lugar é enorme, onde se faz churrasco, sardinhada e qualquer bagunça. O lugar era um matagal só e com o tempo fizeram uma casa e foram levando camas, mesas e transformando em um lugar habitável, com piscina, flores, muito legal. Nada é comprado para a brenha. Sobrou? Leva para a brenha. Então, nada combina com nada, cada coisa de um jeito, mas nunca vi nada mais especial que a brenha. A brenha é única e tem um astral sensacional. No dia que cheguei, quis ir lá e me deparei com um jardim imenso de girassóis, uma coisa maravilhosa.

À noite fomos com os primos para Penafiel para uma feira agropecuária anual chamada Agrival. Fui a Agrival várias vezes e sempre me divirto. É tudo muito típico e é isso que gosto. Esse lado de Portugal me fascina. E o tamanho do gado era de impressionar.

Depois de matar as saudades do pessoal da aldeia, era hora de curtir o pessoal do Porto. Todos os dias havia um jantar farto e regado a vinho noite adentro na casa de um tio, mas à tarde passeávamos pela cidade, que é linda e cheia de opções para se divertir.

O metrô do Porto é (http://www.metrodoporto.pt/) é ótimo. É novo e vai por toda a cidade. Como é também na superfície, anda bem mais devagar que os outros metrôs. As estações são próximas e compra-se o tíquete em máquinas. É raríssimo haver fiscalizações, mas se houver e o passageiro não apresentar o tíquete a multa é altíssima.

O Café Majestic (http://www.cafemajestic.com/) é um bom programa desde a sua arquitetura ao seu cardápio, desde a sua história a sua decoração.


O Majestic é bom para um café, lanchinho ou almoço. Há o risco de encontrar alguma fila, mas é por pouco tempo. É como voltar ao tempo para apreciar delícias portuguesas.

Sou fã de queijos e por onde passo, provo um. Ou vários. E os queijos portugueses, feitos com leite de ovelha e de cabra, são maravilhosos.

Penafiel, aonde parte da família foi viver, é uma cidade linda que parece de boneca, com jardins floridos muito bem-cuidados e, uma vez no Norte, vale uma visita.

Adoro o visual do Porto à beira do Rio Douro. É maravilhoso. E imperdível. O ideal é fazer uma visita de dia e outra de noite, seja do lado de Vila Nova de Gaia ou na Ribeira ou mesmo na Ponte da Arrábida. Muitas lojinhas de presentes, bares, caves de vinhos do Porto, bares e restaurantes.

Para provar um prato típico do Porto peça Francesinha e vai se deparar com um sanduiche (ou sandes para os portugueses) imenso com vários andares e recheado de bife, linguiça, salsicha, carne assada, presunto (fiambre), gratinado com queijo e um molho especial (de tomate, cominho e pimenta). O ovo é opcional. Esta Francesinha é do restaurante Caves da Cerveja (http://www.cavesdacerveja.pt/).

E se for de dia e cair a noite, vai ver uma cidade realmente linda!

fotos: josette babo
Para o dia do aniversário, além do jantar na aldeia (que foi incrível, com a surpresa de queima de fogos e tudo!), havia planejado almoçar no Quarenta e 4 (http://www.quarentae4.com), em Matosinhos, um restaurante de decoração estranha, mas bem-recomendado, mas, como acontece com muitos restaurantes na Europa, estava fechado para as férias de verão.

Meu aniversário foi maravilhoso e a viagem para Portugal, inesquecível. Estar com a família numa terra que tem muito da minha história sempre me faz feliz, me revigora, me diverte e me emociona. Afinal, metade brasileira, metade portuguesa, com certeza.

Próxima parada: Paris.