quarta-feira, 5 de novembro de 2008

foto do dia/ sushi


foto: Josette Babo

terça-feira, 4 de novembro de 2008

black is beautiful

foto: reprodução

Essa semana tem sido uma semana boa. Felipe Massa ganhou o GP Brasil, Marílson dos Santos venceu a Maratona de Nova York (ê! garoto!) e até (o meu!) Vasco ganhou.
E deve continuar boa porque o Obama deve ganhar a eleição dos Estados Unidos, mas isso a gente só vai saber mais tarde, depois que tudo for contado e votado de novo pelos delegados.
Mas só em ter essa possibilidade de ser o Obama já é um progresso e tanto. Um progresso da humanidade. Um progresso que demorou, mas finalmente chegou.
Um negro da presidência dos Estados Unidos há um tempo seria inconcebível, mas hoje isso não só é possível como está muito perto de ser real. E se hoje ele ganhar, não é por ser negro, e sim por ser um homem competente, que vai trazer mudanças importantes para o mundo, começando por quebrar tabus.
Essa eleição já passou por muitas etapas. Até o Giuliani, ex-prefeito de Nova York, esteve no páreo. Depois aquela disputa entre uma mulher e um negro, para ser o candidato do Partido Democrata, quando a campanha parecia estar voltada para isso. Preconceito contra preconceito, quem dá mais. Em algum momento era como se a plataforma não importasse, pois os eleitores brigavam por uma mulher no poder ou lutavam por um negro na presidência.
Com o tempo as plataformas foram aparecendo e Obama, também. E mostrou que - apesar disso - não era isso que importava. E pode mostrar suas idéias, seu caráter, seu frescor, sua firmeza e seu preparo.
E com ele o progresso de um povo que vai ter que olhar os homens além da cor da pele. Olhar para frente. Olhar além dos preconceitos e seguir mais livre.
Às vezes é difícil se livrar dos preconceitos porque ele está em toda a parte. Preconceito é para todos. Ninguém escapa.
Uma vez, eu e um amigo, constatando isso, resolvemos fazer uma lista de preconceitos que a gente devia ser vítima por curiosidade. A lista era enorme porque o preconceito é uma questão de ponto de vista. Claro que tem os preconceitos maiores, esses sociais que cruzam séculos e séculos (raça, classe social, aparência, origem, sexualidade, doenças, deficiência, ignorância etc.). Mas tem os preconceitos do dia-a-dia também e estão em todo lado.
Os fashionistas têm preconceito com quem se veste mal, os que não ligam para isso têm preconceito com quem adora moda, quem devora literatura tem preconceito com quem ama Paulo Coelho, quem é fã desse tipo de leitura tem preconceito de quem só lê os clássicos, quem adora gastronomia tem preconceito com o McDonalds, quem adora fast food tem preconceito com restaurantes da moda.
Se não é igual, pronto, instala-se um preconceito rapidamente, algumas vezes até mesmo antes de conhecer ou experimentar.
Julgar os outros sem nenhuma base concreta também é a maior fonte do preconceito. Se uma mulher jovem e bonita namora um feio e mais velho todo mundo diz que é por causa da grana, se uma pessoa bem-nascida tem boas idéias profissionais, todo mundo diz que foi a ajuda da família, se a mulher é loura só pode ser burra (se for linda, piorou).
E assim caminha a humanidade, convivendo com seus pequenos preconceitos diários, seja como a vítima, seja como o preconceituoso. Até o dia que a liberdade se torne mais forte que os conceitos, até o dia que conviver com as diferenças seja mais gratificante que olhar para o próprio espelho, até o dia que se ouça o que o mundo tem a dizer e não apenas a verdade da própria voz.
Para isso ainda falta algum tempo. Mas um tempo que pode estar começando hoje...



segunda-feira, 3 de novembro de 2008

foto do dia: cão sem cabeça

foto: Josette Babo

os bons tempos voltaram

Duas horas de corrida tensa. Só esperando acontecer alguma coisa e sem acontecer nada. Lewis Hamilton tinha que segurar até a quinta posição de qualquer maneira, então era melhor não tentar ultrapassapar ninguém, ficar ali mesmo, e ganhar os pontos que precisava para levar o campeonato. Não precisava vencer a corrida.
Enquanto isso, Felipe Massa absoluto, em primeiro de ponta a ponta, arrasando, só dependendo dos outros para ser campeão do mundo.
De repente, tudo que não aconteceu em duas horas arrastadas acontece em segundos. Hamilton fica em sexto com a ultrapassagem de Vettel e Massa é o nosso campeão brasileiro - depois de longos 17 anos - por segundos, até que Glock, que, com pneus lisos, não segurou a posição e o inglês foi o campeão do mundo por um ponto a frente de Massa. Um ponto!
Claro que essa corrida tinha peso dois porque decidiria o campeonato que Massa não levou, mas não tira o mérito do brasileiro, muito pelo contrário. Ele fez uma corrida empecável e uma temporada espetacular. Durante o ano, coisas aconteceram alheias a ele - como a história da mangueira – que impediram que ele levasse o título dessa vez, mas muitas temporadas virão porque os bons tempos voltaram, depois de tanto tempo! Que saudades de torcer para um piloto brasileiro realmente talentoso. E esse é muito!

domingo, 2 de novembro de 2008

e começa a corrida...

foto: reprodução


São Paulo. Interlagos.
Sol. Chuva rápida. Previsão do tempo: chuva. Mas não para os próximos 40 minutos. Pista molhada. Troca de pneus? Intermediário? E agora? A largada já começa agitada.


Felipe Massa. Pole position. Lewis Hamilton. Quarta posição.
Previsão de final de corrida: Massa. Campeão. Hamilton. 6a posição.
E haja coração entre tudo isso!


E começa a corrida...

entre o treino e a corrida: hora do comercial

sábado, 1 de novembro de 2008

e o treino começa em Interlagos...


foto: divulgação

Um campeonato de Fórmula-1 ser decidido em Interlagos já é bacana. Ter a chance de o campeão ser brasileiro é demais. Esse cara ser o Felipe Massa é o máximo. E precisar de tanta coisa ainda para que isso aconteça é muita emoção!

E o treino começa...