terça-feira, 27 de janeiro de 2009

chuva de verão

foto: Josette Babo

foto do dia/ da silva

foto: Josette Babo

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

lili & me


Gostar de um ator é como gostar de uma pessoa. Tem a ver com o que ele é, sim, mas é muito mais que isso. Tem a ver com empatia, química e coisas que a gente não sabe explicar. Muito mais que beleza, admiração e talento, algo como o 'santo bater' ou algo assim.

Tem uma listinha no meu caderninho dos preferidos importados (e não exatamente por talento) como Benicio del Toro, Ethan Hawke, Jean Reno, Demi Moore, Javier Bardem, Dedee Pfeiffer, Juliette Binoche, Lili Taylor, Al Pacino...

E eis que um belo dia, estava Lili Taylor bem ali, na minha frente, olhando para mim, numa loja de ferragens na 9a avenida.

Explico. Meu sogro morou nos Estados Unidos na década de 90 e quase tudo em sua casa é americano. Quase tudo mesmo. Inclusive as fechaduras. Então como é impossível encontrar quem faça as chaves de suas portas por aqui e como chave é uma coisa bastante fácil de perder, ele nos deu essa missão quando viajamos agora: fazer quatro cópias de uma chave.

Não foi muito fácil de achar, mas achamos por acaso, como quase tudo em Nova York. Anotamos o endereço e fomos lá no dia seguinte fazer as chaves.

Era uma loja de ferragens comum, mas não com um balcão e sim como um supermercado. Como adoro lojas de coisinhas, saí olhando tudo. Dois minutos depois, vem o Marcelo.

- Já viu quem está aí?

O cérebro é uma maquininha poderosa e em um milésimo de segundo eu pensei desde o Obama até o porteiro do meu prédio.

- A Lili Taylor - disse ele animado.
- Onde?
- Do outro lado.

Como quem não quer nada, fui olhar as coisinhas do outro lado, quando dou de cara, de repente, muito mais rápido do que pensei, quase batendo de frente, quase topando mesmo. Nos olhamos com aquela cara de "sorry". Ela é uma graça, bem baixinha e muito bonita. No cinema parece ser bem feinha e esquisita, mas é mesmo bonita e tem uma cor suave. Normalmente a TV, o cinema e toda a produção por trás transformam em bonitos os feios, mas não é o caso dela.

Lá fui eu realmente olhar as coisas do outro lado da loja. Quando volto, a mesma coisa, e a mesma situação de novo, cara a cara outra vez, e agora com um sorriso, uma risada leve. A loja não era muito grande e os corredores, estreitos, o que facilita esse tipo de encontrão o tempo todo. Mas esse não foi um simples esbarrão para mim e confesso que foi bem legal "contracenar" com Lili Taylor!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

as meninas superpoderosas

Há coisas na vida que são sempre muito esperadas. O dia de sair com a minha afilhada de nove anos é uma dessas coisas. Sempre que ela entra de férias já começamos a ver o que vamos fazer, onde vamos comer, o filme que vamos ver, a bagunça que vamos aprontar. E é sempre uma boa farra de meninas!
Não que ela more muito longe (Niterói é só longe) ou que a gente não possa fazer isso sempre, mas nas férias tudo tem outro sabor. E somos muito animadas. A combinação já é um acontecimento!
E ontem foi o grande dia. Almoçar, passear, cinema, pipoca, lanchar, o dia inteirinho juntas para sair por aí.
Chovia um pouco. Coisa que adoramos e não seria isso que atrapalharia o nosso programa. E lá fomos nós, eu, Ana e Luísa, comer nosso tão sonhado, desde que o dindo dela recomendou, risoto de camarão do Belmonte, da Praia do Flamengo.
O risoto estava divino (dá para quatro pessoas fácil) e enquanto Luísa contava suas peripécias no último fim de semana em um hotel fazenda, eu e Ana repetíamos felizes o prato.
O papo estava tão bom e animado que o dilúvio chegou sem percebermos. Como chovia!
- E agora? - as três falaram e se olhavam.
Este detalhe não estava nos nossos planos.

Eu olhava aquela chuva toda, a rua vazia de gente e quase cheia de água, quando aparece uma van do próprio restaurante para pegar umas pessoas que acabaram de almoçar.
Como a ideia de ir caminhando e se divertindo até o shopping já tinha dançado junto com o temporal, fomos pesquisar. A van pega os clientes nas empresas, leva para almoçar e depois leva de volta. Achei tão prático, fora que, em tempo de lei seca, muito útil. E fomos nós três, na van do Belmonte, para a "nossa empresa" Praia Shopping para a "nossa reunião" com o sr. Marley, às 5:10.


Quanta chuva, quanta chuva! Chovia até dentro do shopping. Nenhuma das três ousou a pensar sobre isso e continuou a curtir o passeio numa boa. Olhando vitrines, comprando coisinhas, desejando outras coisinhas...
Shopping cheio, a fila do cinema imensa. Pipoca, coca, água e Marley.
Ah, os cachorros! Ah, as crianças! Mistura perfeita! E a madrinha toda entupida se acabando em lágrimas. Quem tem cachorro ou teve um dia sabe que todos os cachorros são Marley. Podem ser até menores, menos bagunceiros, mais obedientes... Mas conviver com um cachorro é ter carinho e amor o tempo inteiro, esse amor inexplicável entre uma pessoa e um bichinho peludo, esse amor forte, gostoso e simples. E imenso.

As três com a cara amassada de tanto chorar partem para esperar um Marcelo preso em um trânsito caótico, enquanto comem temakis no Koni, sorvete de ovomaltine no Itália, riem, contam histórias, fazem planos, falam da vida, se divertem.
A vida é bela quando se tem bom humor. Se a vida pode ser estressante às vezes e as coisas podem sair diferentes do planejado, por que piorá-las com mau humor?
Mau humor? Nunca. Não para as meninas superpoderosas...



terça-feira, 20 de janeiro de 2009

é verão











fotos: Josette Babo & Marcelo Glenadel




domingo, 18 de janeiro de 2009

noite & dia


fotos: Josette Babo

foto do dia/ minha cidade maravilhosa

foto: Josette Babo